O mês de janeiro sempre traz o desafio da escolha do regime tributário, mas em 2026, essa decisão carrega um peso histórico. Com o início da transição da Reforma Tributária e a entrada em cena do IBS e da CBS (o novo IVA Dual), o Simples Nacional deixou de ser uma escolha automática para se tornar uma decisão estratégica de mercado.
Se você é empresário, precisa entender que a pergunta “ainda vale a pena?” não tem mais uma resposta única. Tudo depende de para quem você vende.
O Novo Cenário: Simples Nacional vs. Reforma Tributária
Até 2025, o Simples Nacional era imbatível para a maioria das pequenas e médias empresas pela sua carga reduzida e simplicidade burocrática. Contudo, o novo sistema tributário brasileiro foca na não-cumulatividade, ou seja, na capacidade de uma empresa gerar créditos tributários para a etapa seguinte da cadeia.
É aqui que o jogo muda para quem está no Simples Nacional.
1. Se o seu foco é o Consumidor Final (B2C)
Para lojas de varejo físico, restaurantes, salões de beleza e prestadores de serviços para pessoas físicas, o Simples Nacional continua sendo, em regra, a melhor opção.
- Por que? O consumidor final não utiliza créditos tributários. Para ele, o que importa é o preço na etiqueta. Como o Simples Nacional geralmente mantém uma carga tributária total menor, você consegue ser mais competitivo no preço final.
2. Se o seu foco é vender para outras Empresas (B2B)
Aqui o cenário exige cuidado redobrado. No novo sistema, as empresas que compram de você (se elas estiverem no Lucro Presumido ou Real) querem recuperar o valor máximo de IBS e CBS pago na nota.
- O Problema: Pelo regime padrão do Simples, você transfere apenas um crédito proporcional, que é menor do que o de um concorrente que não é do Simples.
- O Risco: Você pode se tornar “caro” aos olhos do seu cliente corporativo, que prefere comprar de quem gera crédito integral.
A “Saída Mestra”: Recolhimento de IBS e CBS por fora
A legislação da Reforma Tributária trouxe uma novidade para 2026: a empresa do Simples Nacional pode optar por recolher o IBS e a CBS pelo regime regular (débito e crédito), mantendo o restante dos impostos (como o IRPJ e a Contribuição Patronal) dentro do guia DAS.
Essa opção permite que você transfira crédito integral para seus clientes B2B, mantendo a competitividade de uma grande empresa, mas preservando os benefícios trabalhistas e previdenciários do Simples Nacional.
O Peso da Folha de Pagamento
Não podemos esquecer que o Simples Nacional oferece uma das maiores vantagens para empresas com muitos funcionários: a isenção dos 20% de INSS Patronal sobre a folha.
Muitas vezes, mesmo perdendo um pouco de competitividade no crédito de imposto, a economia gerada na folha de pagamento ainda faz o Simples Nacional ser financeiramente superior ao Lucro Presumido. É uma conta que precisa ser feita no detalhe.
O Prazo Final: 31 de Janeiro
Você tem até o último dia útil de janeiro para:
- Regularizar pendências: Empresas com dívidas fiscais não podem permanecer no Simples.
- Fazer a opção: Uma vez escolhido o regime, você ficará “preso” a ele por todo o ano de 2026.
- Definir a estratégia de créditos: Decidir se vai recolher o IVA (IBS/CBS) por dentro ou por fora do Simples.
Conclusão: Planejamento é Sobrevivência
Em 2026, não existe “receita de bolo”. A escolha do regime tributário exige um diagnóstico individualizado que leve em conta seu faturamento, sua margem de lucro, sua folha de pagamento e, principalmente, o perfil do seu cliente.
Na Conttinova, estamos prontos para realizar esse estudo técnico e garantir que sua empresa não pague nem um centavo a mais de imposto do que o necessário.
Quer saber se a sua empresa deve continuar no Simples Nacional ou mudar de estratégia em 2026? Clique aqui e fale com um de nossos especialistas em Planejamento Tributário.







































