O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou que o Salário Mínimo em 2026 será de R$ 1.621,00. O valor representa um reajuste de 6,79% sobre o valor atual (R$ 1.518,00) e entrará em vigor a partir de janeiro.
Embora o aumento seja uma excelente notícia para o poder de compra do trabalhador, para o empreendedor, ele representa um impacto direto e inevitável nos custos operacionais. A Conttinova analisa o cálculo por trás do reajuste e detalha como ele afeta a gestão financeira da sua empresa.
1. O Cálculo do Reajuste: INPC + PIB
O reajuste de 6,79% não é arbitrário; ele segue a regra de valorização aprovada pelo Governo, que garante ganhos reais ao trabalhador.
- Fórmula: Inflação (INPC) + Crescimento Real do PIB.
- Inflação (INPC): O reajuste cobre a perda inflacionária acumulada nos 12 meses até novembro.
- Ganho Real (PIB): É adicionado o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, que, no caso de 2026, utiliza o PIB de 2024, que cresceu 3,4%.
Essa regra garante que, além da correção da inflação, o salário mínimo acompanhe o desenvolvimento econômico do país, impactando diretamente milhões de contratos.
2. O Impacto Direto na Folha de Pagamento da Sua Empresa
O aumento do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621 (acréscimo de R$ 103) gera um efeito cascata em diversos custos, e não apenas no salário base.
A. Custo Efetivo do Colaborador (Encargos)
O custo total de um funcionário que recebe o mínimo é sempre maior que o valor nominal devido aos encargos sociais:
- INSS Patronal: Incide sobre o salário. O custo da contribuição patronal aumenta na mesma proporção do reajuste.
- FGTS: O depósito mensal de 8% do salário é diretamente impactado pelo aumento do mínimo.
- Provisões: Os valores provisionados para Férias e 13º Salário (que são calculados sobre o salário base) também sobem 6,79%.
B. Outros Impactos Financeiros
- Piso Salarial: O salário mínimo funciona como um piso. Se a sua empresa paga salários levemente acima do mínimo, você precisará reajustar essas faixas para manter a diferenciação e evitar que o salário de um colaborador mais experiente seja equiparado ao novo mínimo.
- Impacto no Simples Nacional e MEI: Empresas que optam pelo Simples Nacional ou são Microempreendedores Individuais (MEI) também terão o valor das suas guias (DAS e DAS MEI) reajustadas, pois a contribuição previdenciária (INSS) está vinculada ao mínimo.
3. O Que a Conttinova Recomenda: Planejamento Imediato
Embora o reajuste só entre em vigor em janeiro, o planejamento de custos deve ser feito agora.
- Revisão do Orçamento de 2026: Sua empresa precisa atualizar a projeção de gastos com pessoal (OPEX) para o próximo ano. Inclua o novo valor de R$ 1.621 e recalcule os encargos sobre a folha.
- Análise de Margem: Calcule o quanto o aumento do custo da folha de pagamento impactará a sua margem de lucro. Se a margem for apertada, pode ser necessário planejar pequenos reajustes de preço ou buscar maior eficiência operacional para absorver o custo.
- Planejamento de Capital de Giro: Garanta que seu Capital de Giro esteja provisionado corretamente para cobrir o custo maior da folha de pagamento de janeiro (recebida em fevereiro).
O aumento do Salário Mínimo é um reflexo do crescimento do PIB e da política de valorização do trabalhador. Para o empreendedor, é um lembrete de que a gestão de custos é contínua e dinâmica.
Você já atualizou a projeção de custos de 2026 com o novo Salário Mínimo? Fale com a Conttinova. Garantimos que seu orçamento seja realista e que você evite surpresas financeiras nos primeiros meses do ano.








































