Se você é empreendedor, sabe que o mês de janeiro é o momento de definir a estratégia tributária para o ano inteiro. Em 2026, essa tarefa ganhou uma camada extra de complexidade: a transição da Reforma Tributária.
A pergunta que mais recebemos aqui na Conttinova é: “Como fica a tabela do Simples Nacional com a chegada do IBS e da CBS?”. Para responder a isso, preparamos este guia completo sobre como funciona o cálculo atual e o que você deve observar para não perder dinheiro.
O que é a Tabela do Simples Nacional?
A tabela do Simples Nacional é dividida em Anexos (I ao V), que agrupam as atividades econômicas (comércio, indústria e serviços). Cada anexo possui faixas de faturamento baseadas na receita bruta acumulada nos últimos 12 meses (RBT12).
No entanto, um erro comum é olhar apenas para a Alíquota Nominal (aquela que aparece na tabela). Em 2026, o que realmente importa para o seu fluxo de caixa é a Alíquota Efetiva.
Como calcular a Alíquota Efetiva em 2026
A carga tributária que você paga no final do mês é progressiva. Ou seja, quanto mais você fatura, maior é a porcentagem de imposto. A fórmula oficial utilizada pela Receita Federal é:
$$Alíquota\ Efetiva = \frac{(RBT12 \times Alíquota\ Nominal) – Parcela\ a\ Deduzir}{RBT12}$$
Os Anexos do Simples Nacional: Onde sua empresa se encaixa?
Dependendo do seu CNAE, sua empresa será tributada por um destes anexos:
- Anexo I (Comércio): Alíquotas nominais de 4% a 19%.
- Anexo II (Indústria): Alíquotas nominais de 4,5% a 30%.
- Anexo III (Serviços): Alíquotas nominais de 6% a 33% (inclui manutenção, agências de viagens, escritórios de contabilidade, etc.).
- Anexo IV (Serviços Específicos): Alíquotas nominais de 4,5% a 33% (inclui advocacia, limpeza, construção civil).
- Anexo V (Serviços Intelectuais): Alíquotas nominais de 15,5% a 30,5% (inclui tecnologia, engenharia, medicina).
Atenção ao Fator R: Se você presta serviços, pode migrar do caro Anexo V para o mais barato Anexo III, desde que sua folha de pagamento represente pelo menos 28% do seu faturamento.
A Grande Mudança de 2026: O “Fatiamento” do DAS
Com a Reforma Tributária, o seu guia mensal (DAS) agora está fatiado de uma forma nova. Dentro da mesma porcentagem que você paga, o valor é distribuído entre:
- IBS e CBS: Os novos impostos sobre o consumo.
- IRPJ e CSLL: Impostos sobre a renda.
- CPP: A contribuição previdenciária patronal.
O Perigo do Sublimite
Em 2026, o limite de faturamento do Simples Nacional continua sendo R$ 4,8 milhões, mas o sublimite para o IBS e a CBS é de R$ 3,6 milhões.
O que isso significa? Se sua empresa faturar mais de R$ 3,6 milhões nos últimos 12 meses, você continua no Simples para o IRPJ e CPP, mas passa a recolher o IBS (Estadual/Municipal) e a CBS (Federal) por fora, como se fosse uma empresa de Lucro Presumido.
Vale a pena continuar no Simples Nacional em 2026?
A resposta depende do seu crédito tributário. No novo sistema de IVA, se você vende para outras empresas (B2B), elas querem comprar de quem gera créditos altos de IBS e CBS. No Simples Nacional, o crédito que você transfere é limitado à sua alíquota efetiva de IBS/CBS dentro do guia.
Se o seu cliente corporativo exigir crédito integral, você terá que analisar se vale a pena optar pelo recolhimento de IBS/CBS por fora do Simples, uma novidade que exige cálculo contábil rigoroso para não gerar prejuízo.
Conclusão
A tabela do Simples Nacional em 2026 é muito mais do que uma lista de alíquotas; ela é a base da sua competitividade no mercado. Estar na faixa errada ou ignorar o impacto dos novos créditos pode custar a margem de lucro do seu negócio.
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